| (Translate) | Relatório: Expedição Pico Submarino Gettysburg 1998 | |||||||
| Data de partida: | 15-06-1998 | |||||||
| Local de partida: | Marina de Vilamoura | |||||||
| Escalas efectuadas | Porto da Baleeira-Sagres | |||||||
| Destino: | Pico Gettysburg - banco Gorringe , 160 Nm do cabo de S. Vicente | |||||||
| Data de chegada | 17-06-98 | |||||||
| Data de início dos trabalhos subaquáticos: | 17-06-98 | |||||||
| Embarcação utilizada: |
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| Mar/Oceano: | Médio Atlântico | |||||||
| Limites: | Norte 37º 00N ; Sul 36º 30 N; Este 008º 30 W ; Oeste 011º 30 W | |||||||
| Local : | Pico Gettysburg | |||||||
| Mapa de localização: | rota
a azul : ![]() |
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| Duração dos
trabalhos : Local/data de chegada : |
5 dias Marina de Vilamoura 20/06/1998 |
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| Organização: | Associação Atlântico Selvagem | |||||||
| Organismos apoiantes: | ||||||||
| Elementos participantes: | ||||||||
| Nome | Função | |||||||
| Tripulação | ||||||||
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John Gerdes Bert Equipa da Expedição José Augusto Silva João Bispo Miguel Galvão Nelson Soares José Tourais José Eduardo Santos Octávio Canhão Alexandre Franco |
comandante imediato fotografia subaquática e reportagem |
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| Trabalhos realizados | Localização do Pico Gettysburg Realização de mergulhos no pico Gettysburg Captação de imagens subaquáticas Recolha de amostras de fauna, flora ,rochas e areias conquíferas. Utilização de uma jaula anti-tubarão que permitisse a captação de imagens em segurança |
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| Disciplinas científicas: | Biologia, geologia, Oceanografia | |||||||
| Áreas |
Investigador responsável |
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| Biologia - ictiofauna Biologia - moluscos gastrópodos Biologia - flora marinha Geologia |
Prof. Dr. Jorge Gonçalves-
Universidade do Algarve Dr. Paulo Morenito- Universidade do Algarve, Instituto Português de Malacologia Prof. Dr. Rui Santos- Universidade do Algarve |
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| Breve descrição |
Na madrugada de dia 16 chegámos ao porto da Baleeira,em
Sagres, depois de uma noite de navegação “rija", com a
ondulação a atingir os 3 m após dobrar a ponta
da Piedade. Passadas 3 horas de espera no porto de abrigo, na esperança de uma acalmia que no entanto não se verificou ,o Mauritius zarpou rumo ao banco Gorringe. O vento passou a forte ,do quadrante Norte, provocando
vagas de 5 m .A noite foi passada com alguns sobressaltos e muito trabalho
de navegação pois para além do Mauritius ter sido
perseguido por um barco desconhecido durante mais de 2 h ,o vento forte
e as vagas altas não deram descanso à equipa. A chegada ao banco Gorringe deu-se pelas 6 horas da
madrugada . A partir daí todas as atenções
se concentraram na sonda, na esperança de ver a profundidade
atingir valores que permitissem concretizar os objectivos da expedição.
A pesquisa batimétrica prosseguia ,grandemente
dificultada pelo vento forte e pelas vagas de 4 m, condições
que impossibilitavam a boa manobrabilidade do veleiro. Ao fim de 2 horas o melhor que tinha sido conseguido
eram 70 m de profundidade, valor excessivo para o mergulho com escafandro
autónomo. Por volta das 9 h da manhã verificou-se uma ligeira
acalmia do vento, facto que serenou um pouco os ânimos a
bordo .Quase em simultâneo o barco navegava sobre
uma zona com 58 m de profundidade, o que relançou a esperança
de se atingir o pico Gettysburg dentro de pouco tempo. O Mauritius fundeou numa zona com 56 de profundidade
e após 30 minutos de sondagem dos fundos a partir do semi-rígido,
a sonda marcava 34 m de profundidade : o pico Gettysburg fora descoberto.
Durante 2 dias e 1 noite realizámos diversos mergulhos nos quais cada elemento da equipa executou as funções que lhe competia. Desde modo foi possível, apesar do vento fresco , mar cavado e fortes correntes, fazer numerosas recolhas de algas ,de fauna e de amostras rochosas. Foram igualmente captadas inúmeras imagens fotográficas e vídeo dos espectaculares fundos do Gorringe . Dada a ondulação permanente de 2 a 3 m
não foi possível testar a jaula para anti- tubarão.
O regresso fez-se sob vento forte
de SE ( 70 km/h) e de uma forte ondulação ( 5 a 6 m),resultado
do forte Levante que se fazia sentir no estreito de Gibraltar. A chegada deu-se pelas 8 h da manhã de dia 20 . |
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| Resultados preliminares | Foram recolhidas várias
amostras de algas, moluscos gastrópodos e de rochas. Os dados e amostras recolhidas no Pico Gettysburg foram tratados e analisados na Universidade do Algarve pelos especialistas que apoiaram cientificamente a expedição. |
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| Imagens |
Fotografia © José Augusto Silva
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